Porque só se fala em Design Responsivo (e porque você deveria ouvir) #1

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Porque só se fala em Design Responsivo (e porque você deveria ouvir) #2
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Estamos presenciando uma verdadeira “revolução móvel” com a forte adoção dos dispositivos móveis no nosso dia-a-dia. Além de smartphones e tablets, outros dispositivos móveis continuam se consolidando e muitos outros devem surgir, como o caso do Google Glass e iWatch, contribuindo para tornar as pessoas cada vez mais conectadas, independente do contexto, horário e local.

Do ponto de vista das marcas e do marketing, traz novos desafios: produzir uma versão mobile dos sites para smartphones tornou-se uma prática cada vez mais comum, mas como criar sites específicos para cada dispositivo ou formato de tela?

Nos últimos 2 anos, o Responsive Web Design ou Design Responsivo  vem ganhando força como uma estratégia para esse cenário “plural” que a internet vem se tornando. O Design Responsivo é uma solução que propõe desenvolver o site de forma que todos seus elementos se adaptem automaticamente para a tela do dispositivo que o site está sendo acessado.

Nesse post vamos buscar mostrar porque faz todo o sentido trabalhar com Design Responsivo.

Porque só se fala em Design Responsivo (e porque você deveria ouvir) #1 (Mobile )

MOBILE FIRST

Em 2010, o Google decretou “mobile first”.   Com essa simples frase, o gigante da internet deixava claro o impacto que os dispositivos móveis teriam nas suas estratégias e negócios.

Mas o impacto que o mobile trouxe, logicamente, não afetou apenas o Google.  O comportamento das pessoas vem se modificando a medida que os dispositivos móveis conectados tornam-se comuns.  Uma pesquisa realizada pelo InMobi com mais de 15 mil usuários de dispositivos móveis no mundo, mostra um cenário irreversível: 75% dos entrevistados conhecem um novo produto ou serviço por meio de anúncios mobile, e 59% afirmaram que se sentem tão confortáveis com esses anúncios quanto com os comerciais de tv.

E, se o comportamento do consumidor se altera, as marcas devem repensar suas estratégias para continuarem relevantes correto?  Deveria ser, mas facilmente percebemos que de maneira geral, muitas marcas não possuem sequer uma presença digital consolidada, tão pouco uma estratégia consistente para relacionar com esse novo consumidor. Estamos falando da “web convencional”, então como as empresas pretendem lidar com esse novo cenário de múltiplas telas?

Porque só se fala em Design Responsivo (e porque você deveria ouvir) #1 (Mobile )

 

MERCADO MOBILE NO BRASIL

Em todo mundo, o mercado mobile se movimenta rapidamente e de forma impactante. O Brasil também demonstra um crescimento explosivo, com números robustos e relevantes:

  • O país fechou janeiro com mais de 262 milhões de linhas de celulares ativas. Desses, quase 30 milhões que possuem conexão à internet, segundo a Anatel. Em 2013, a expectativa é vender 28 milhões de smartphones (44% do total de celulares);
  • Em 2013, esses números devem crescer ainda mais. A IDC estima que o Brasil se torne o 5º maior mercado de smartphone do mundo;
  • Durante o ano de 2012 foram vendidas 3,1 milhões de tablets no Brasil.   Em 2011 foram comercializados 1,1 milhão de equipamentos. Para o ano de 2013, a IDC espera que sejam vendidos 5,8 milhões de tablets, número que é 89,5% maior do que o apresentado em 2012. Somente no mês de janeiro de 2013 foram vendidas 350 mil unidades;
  • Segundo dados da Câmara e-net, o volume de compras por smartphone e tablets equivale a 10% das vendas online em 2012.

DADOS: Revista Proxxima, 47, mar/2013

 Porque só se fala em Design Responsivo (e porque você deveria ouvir) #1 (Mobile )

De posse dos seus dispositivos móveis, o brasileiro baixa músicas, joga, faz buscas na internet, tira fotos, faz vídeos, usa mapas, compara preços (às vezes dentro das lojas físicas – showrooming), faz compras e usa as redes sociais como poucos países no mundo.

 

REVOLUÇÃO MÓVEL

O smartphone é apenas o inicio dessa “revolução móvel” na vida das pessoas. Os tablets vieram logo em seguida, mas estamos cada vez mais próximos de uma vida de múltiplas telas conectadas: podemos falar de smartTV, e-readers, videogames, wherables (tecnologia de vestir), internet das coisas (objetos conectados) e, não podemos esquecer, dos lançamentos dos gigantes do mercado: Google Glass e Iwatch (Apple). Todos esses novos devices vão continuar evoluindo e transformando a vida dos consumidores e, consequentemente, trazendo novos desafios para as marcas e para os profissionais de marketing.

Samantha Carvalho, sócia-diretora da Queen Mob resumiu, com muita simplicidade, que o MOBILE É PLURAL.

A internet que passa pelo computador é a mesma que passa pelo celular, só que em contextos distintos. Uma audiência é móvel, a outra não. E quando estou em movimento, procuro e preciso de coisas diferentes daquelas que busco quando estou em uma sala com meu notebook ou no desktop do trabalho.

 “Quanto tempo você fica online?” Essa pergunta não existe mais. Com o celular, nós somos online e off-line 24h por dia. Ou seja, a comunicação/propaganda moderna precisa ser on e off, integrada, inteligente e móvel.

Porque só se fala em Design Responsivo (e porque você deveria ouvir) #1 (Mobile )

A discussão atualmente ainda está na base da segunda ou terceira tela, mesmo diante dessa revolução móvel que estamos vivendo.

 

ETHAN MARCOTTE E O RESPONSIVE WEB DESIGN

Design Responsivo (Responsive Web Design – RWD) é o termo cunhado em 2010 por Ethan Marcotte em seu artigo intitulado Responsive Web Design” onde o autor citava uma disciplina emergente da arquitetura chamada “arquitetura responsiva” que começou a questionar como espaços físicos podem responder a presença de pessoas passando por eles.

O raciocínio de Marcotte foi colocado de forma bem simples:

Ao invés de moldar a partir de designs desconectados para um número crescente de dispositivos da web, nós podemos tratá-los como faceta de uma mesma experiência. Nós podemos desenhar para uma ótima experiência visual, mas embutir padrões com base de tecnologias em nosso design para torná-los não apenas flexíveis, porém mais adaptáveis a mídia que os fornece. Em resumo, nós precisamos praticar web design responsivo.”

 

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Bruno Trindade
Bruno Trindade
é profissional de marketing com sólida formação (Formado em Administração e MBAs em Marketing e Comunicação Corporativa) e com mais de 10 anos de experiência. Sempre atuando com marketing e planejamento em grandes empresas, desenvolvendo trabalhos que exigem conhecimentos em diversas disciplinas de marketing, entre elas: comunicação digital, pesquisa de mercado, marketing de relacionamento, endomarketing, desenvolvimento e lançamento de produtos, etc.

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