Marketing Educacional: 7 fatores que podem arruinar sua estratégia

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Marketing Educacional

O Marketing educacional é, sem dúvida, um aliado de instituições de ensino que querem aumentar a sua base de clientes, reter alunos e criar um relacionamento duradouro com essa comunidade.

A estratégia consiste em empregar esforços capazes de melhorar a captação de alunos, através de estratégias articuladas e planejadas que farão a instituição se destacar de seus concorrentes.

Muitas empresas já perceberam esse potencial e estão investindo em campanhas offline e, principalmente, online para se aproximar de seu público.

Segundo a pesquisa EduTrends de 2016, 67% das instituições de educação investem em campanhas offline, enquanto 81,3% delas estão apostando no marketing digital para incrementar suas ações. Publicações em redes sociais, e-mail marketing, postagens em blog e mídias pagas estão entre as principais ações adotadas.

Mas será que as 8 das 10 empresas que acreditam na estratégia estão realmente recebendo todo o resultado que o marketing educacional promete?

Sabemos que não, mas a culpa não é da aposta em marketing em si. Estratégias mal planejadas, executadas sem cuidado ou sem a frequência ideal podem comprometer a entrega de resultados.

Se você é membro de uma instituição de ensino que sabe da importância do marketing, mas quer evitar erros que podem arruinar sua estratégia, esse post é para você.

 

7 causas que podem estar colocando a perder o seu Marketing Educacional.

1 – Não segmentar o público

Estratégias de marketing de sucesso começam com a definição correta do público. Você provavelmente já tem uma ideia do perfil de aluno da sua instituição de ensino, mas será que está direcionando os seus esforços para a persona correta?

O público de uma escola é diferente daquele de uma faculdade presencial, que pode ser diferente de um público para Ensino à Distância. Há, ainda, a diferença de quem efetivamente irá estudar e quem tem o poder de tomar a decisão de compra. É para essa pessoa que os seus esforços devem ser direcionados.

Se uma escola de nível médio deseja emplacar uma boa campanha, ela deve voltar sua atenção, principalmente, para os pais. Quem são eles? Quantos filhos têm? Quais valores esperam da escola que irá educar seus filhos?

O tom, a linguagem e as ações deverão ser definidas a partir dessas e outras informações.

 

2 – Fazer campanha apenas em períodos de matrícula

Não vá querer que o seu marketing educacional pareça o marketing feito por alguns políticos que só aparecem em períodos de campanha.

A estratégia de marketing, especialmente aquela voltada para o conteúdo, requer que um trabalho de aproximação e manutenção do relacionamento seja feito durante todo ano. É assim que uma imagem positiva da instituição, com todos os seus valores e conhecimentos, é passado para os clientes e futuros clientes.

Mantendo um relacionamento constante, também é possível adquirir informações valiosas e entender melhor o público. Essas informações serão úteis em outras campanhas e na geração de conteúdo relevante.

 

3 – Não dialogar da forma certa

Como dissemos, o trabalho deve começar antes mesmo da decisão de matrícula. Assim, é possível conversar com pessoas que estão em diferentes momentos da jornada de compra. Para uma instituição de ensino superior, por exemplo, há desde o jovem que está escolhendo a profissão até aquele que já realizou o vestibular e está em dúvida entre em qual empresa vai se matricular.

Não entender essa diferenças sutis e falar com todos da mesma forma vai transformar a campanha em um monólogo sem fim. É preciso aproveitar todo esse universo da persona para oferecer a ela informações interessantes que vão mostrar todo o conhecimento e autoridade da instituição.

Como é a carreira do curso que a persona está interessada? Como estudar em um ambiente barulhento? Como funciona o FIES? É a resposta a essas e outras perguntas que irão mostrar que a organização é a melhor escolha para o prospect.

O conteúdo aqui é a palavra-chave e o marketing de conteúdo um grande aliado.

 

4 – Enviar spam

Quando falamos em conteúdo, nos referimos a conteúdo relevante para a sua persona. Um marketing educacional invasivo e chato corre o sério risco de ir parar na caixa de spam dos usuários – para onde muitos e-mails marketing vão – ou ser, simplesmente, ignorado.

Evitar isso começa em todas aquelas etapas que explicamos antes: segmentar o público corretamente, dialogar da forma certa, produzir conteúdo de qualidade.

No caso de e-mails marketing, por exemplo, quem recebe o conteúdo e considera-o irrelevante, marcando como spam, não só deixa de receber suas mensagens, como dá um sinal negativo para o provedor de e-mails. É como se tivesse uma plaquinha na instituição de “reputação negativa”.

Portanto, fique atento!

 

5 – Não documentar os processos

No momento de iniciar uma campanha de novo ano letivo, surge a sensação de que o trabalho deve ser feito todo de novo? O retrabalho é constante? Esse problema pode ter origem na falta de documentação dos processos.

Inovação faz parte das campanhas, mas isso não significa que os processos devem ser diferentes a cada vez que elas acontecem, pelo contrário. O planejamento e a documentação é que dão unidade às tarefas, deixando tudo fluir melhor.

Por isso, nas próximas abordagens, tudo deve ser documentado, das ações, tarefas e modo de operação aos resultados.

 

6 – Investir apenas em um tipo de frente

Apostar todas as fichas apenas no marketing tradicional ou apenas no marketing de digital é um erro comum. Cada uma delas tem seu espaço e são adequadas para seu público e objetivo.

Hoje, fala-se muito da importância do marketing feito online e muitos acreditam que ele é a única maneira de ter sucesso na comunicação. Isso é um erro, já que as táticas tradicionais ainda têm o seu lugar.

O contrário também é verdade. A propaganda e publicidade, em especial a dos meios massivos, ainda costumam ser encaradas como as mais efetivas. A verdade é que o comportamento do consumidor mudou e as empresas devem estar atentas.

O ambiente digital clama pela presença das marcas, gerando conteúdo de qualidade e com constância.  Saber balancear essa equação é fundamental para ter sucesso no Marketing Educacional.

 

7 – Não ter indicadores de sucessos

Ok. A instituição segmentou bem o público, investiu nas ações ideais para ele, marcou presença com conteúdo relevante e de qualidade, manteve diálogos ao longo da campanha, mas, no final, percebeu que algo deu errado. Onde está o problema?

Ter indicadores precisos e saber qual deles é o ideal para o resultado esperado são aspectos fundamentais na análise dos resultados. Quantidade de leads, redução no custo de aquisição de clientes, número de matrículas são alguns desses dados.

No entanto, eles devem ser os balizadores ao longo de toda a campanha, fornecendo indicadores de ajuste no momento em que é identificado o erro. Mensuração de resultados deve ser uma atividade cotidiana.

Nada de deixar para descobrir a falha ao final do processo, combinado?

Investir em marketing educacional é uma aposta certeira para as instituições de ensino, mas se a sua empresa está investindo sem obter os resultados desejados é o momento de parar e entender o porque isso está acontecendo.

O mercado muda muito frequentemente e os anseios dos consumidores também. Ser ágil na hora de identificar os erros e acertos faz a diferença na conquista ou não de um cliente.

Esse artigo foi útil? Temos informações ainda mais valiosas no Webinar sobre Marketing Educacional. Acesse e confira as maravilhas que essa forma de relacionamento pode fazer para o seu negócio.

Ian Castro
Ian Castro
Ian Castro é CEO e Head of Inbound Marketing na Intermídias, agência digital especializada em Inbound Marketing. Certificado pelas principais plataformas de Inbound Marketing (HubSpot, RD Station e MailChimp) e Mídia Online (Google e Facebook) do Brasil. Pós-graduando em Marketing na FGV e Graduado em Comunicação na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, sempre esteve imerso no mundo da marketing digital e fundou o blog Intermídias em 2007 como um reflexo da sua prática profissional com comunicação digital e mídias sociais, além dos estudos que desenvolve sobre as possibilidades que o ambiente digital traz a prática publicitária. [currículo completo]

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