E essa tal Hashtag? Entendendo o uso da hashtag como ferramenta de marketing digital

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FACEBOOK INCORPORA ‘HASHTAG‘ NA REDE SOCIAL

Os rumores começaram em março, e em junho (2013) o Facebook aderiu a “tendência” e implementou o uso das hashtag nos postagens dos seus usuários.

E essa tal Hashtag? Entendendo o uso da hashtag como ferramenta de marketing digital (Marketing Digital )Apesar dos usuários já terem adotado o uso (direto ou indireto / correto ou incorreto) das hashtags no Facebook somente agora a elas tornaram-se clicáveis, e de certa forma uteis.  A maior rede social do mundo adotou de forma, relativamente, tardia a implementação, já que as redes sociais mais populares já utilizam, a exemplo do Twitter (onde o recurso foi criado), Instagram, Twitter, Tumblr, Pinterest, e mais recentemente o Google+.

A novidade faz parte de uma série de implementações do Facebook, que segundo alguns críticos parecem sair diretamente do Twitter.  Além de reconhecer as hashtags e verificar as contas de famosos, o Facebook deve lançar o seu próprio Trending Topics (ranking de assuntos mais comentados), recurso extremamente popular no Twitter.

Para entender melhor o motivo da repercussão das hashtags no Facebook e o que isso significa para o marketing digital, vamos voltar um pouco e contextualizar o uso das hashtags nas redes sociais.

 

O QUE É HASHTAG

As hashtags transformam um termo em um hiperlink, permitindo a indexação de outras publicações que utilizam o mesmo termo ou assunto, agrupando o conteúdo e facilitando o ato de acompanhar ou participar de “conversas” sobre o mesmo assunto.

A utilização do recurso da hashtag servindo como ferramenta de busca, dessa forma, ao adicionar o símbolo termo (palavra ou chave), permite que outros usuários encontrem publicações sobre o mesmo assunto.

Para utilizar a hashtag basta colocar o termo (palavra ou frase) antecedido pelo símbolo “#”.

Só a nível de curiosidade, o símbolo “#” não se chama hashtag, seu nome oficial é Octothorpe, mas é conhecida também como cerquilha, antífen, cardinal ou “símbolo de número”.  No Brasil, o símbolo é popularmente chamado “jogo-da-velha”, sendo ainda conhecido em Portugal como “jogo-do-galo”. Em espanhol é chamado “almohadilla” (literalmente, “almofadinha”) e em inglês chama-se “number sign” (EUA) ou “hash mark” (demais países).

 

CHRIS MESSINA E A ORIGEM DA HASHTAG

Em 2007 existia uma discussão sobre a possibilidade de criar grupos dentro do Twitter.  Porém Chris Messina trouxe uma proposta diferente para a discussão: “eu estou mais interessado em simplesmente ter uma experiência melhor de ouvir o que outros estão dizendo no Twitter”.

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Confira o post original. 

Chris Messina inspirou-se no IRC (onde o usuário postava a mensagem com #nomedocanal para associar a um grupo ou assunto) e no Jaiku (onde é possível criar o canal iniciando a mensagem com #nomedocanal).

Em 2009 o Twitter transforma todas as hashtags em links que levavam para uma interface que reunia todos os tuites que utilizavam a mesma hashtag e em 2010 cria os Trending Topics, a partir disso o uso das hashtag #bombou.

Saiba mais sobre a história da Hashtag.

 

HASHTAGS RELACIONADAS NO GOOGLE+

O Google+, rede social do gigante das buscas, também adotou o uso das hashtag (Chris Messina atualmente é designer para experiência do usuário do Google+).  No #googleplusupdate o Google+ apresentou uma inovação que torna o recurso mais inteligente, as hashtags relacionadas.

O usuário pode tem a opção de colocar hashtags nos seus posts, mas o Google+ “toma a liberdade” de categorizar sua postagem e inserir suas próprias hashtags.

As hashtags com coloração cinza foram usadas pelo autor da postagem, enquanto as hashtags com coloração azul foram adicionadas pelo Google com base no conteúdo da postagem. As hashtags relacionadas ajudam as postagens a serem descobertas e a desenvolver conversas em torno do conteúdo da postagem em questão.

O recurso facilita para o usuário encontrar informações e mais conteúdos relacionados, mostrando (o Google realmente leva a sério a tarefa de organizar a busca de informações na internet) e também estimula uma maior navegação dentro da rede e encontrar perfis que sejam interessante para o usuário.  Uma das maiores críticas ao Google+ é que ele se assemelha a uma cidade fantasma, talvez as hashtags relacionadas ajudem a trazer mais “vida” para a rede social.


  

#BOMBOU NO TWITTER #FATO

As hashtags e os trending topics ajudaram a tornar o Twitter popular e consolidar-se como uma “rede de notícias” já que centralizavam as informações sobre acontecimentos/fatos/eventos e permitiam aos usuários participarem das conversas, divulga-las com muita velocidade e com ampla cobertura.

Isso tornou o Twitter uma mídia com características inéditas cujo “poder” extrapolou os limites da internet.  O fenômeno virou notícia em outras mídias.  Como esquecer o #calabocagalvao na Copa do Mundo em 2010?

Após a tragédia na boate Kiss em Santa Maria/RS, a hashtag #PrayforSantaMaria, foi bastante utilizada no microblogging e envolveu usuários do mundo inteiro, até mesmo Lady Gaga mandou seu apoio para os moradores de Santa Maria.

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A facilidade de acompanhar os acontecimentos através das hashtags criou novos hábitos, como assistir TV e comentar no Twitter.   De acordo com dados do próprio Twitter #SuperBowl fui utilizado nesse ano mais de 3 milhões de vezes ao longo de cerca de cinco horas no domingo do Super Bowl de 2013, uma assustadora média de 167 tweets por segundo.

A própria Miley Cyrus utilizou o Twitter como indicador de sucesso após sua polemica apresentação no VMA.

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É fato que as hashtags trouxeram uma popularidade transmídia para o Twitter, as próprias redes de TV estimulam as conversas em torno de sua programação com o uso das hashtags oficiais, como no caso do SBT.

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EXTRAPOLAÇÃO E BANALIZAÇÃO DAS HASHTAGS

Fato que as hashtags, literalmente, invadiram o cotidiano do usuário, extrapolando sua funcionalidade e contexto, tornando-se popular fora das redes sociais, em mensagens de chats, e-mails, SMS, etc. Sendo usadas para acrescentar humor ou ironia, para pontuar pensamento, uma expressão criativa, para consolidar ou resumir o pensamento ou declaração.   Ou até mesmo na forma de uma piada, como a diva do Facebook, Dilma Bolada utiliza incansavelmente em 99% de seus posts.

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Independente do objetivo do usuário (ou da marca), hastag já está tão incorporada a cultura digital quanto os onipresentes emoticons.

A popularidade das hashtag era evidente no Facebook, quando ainda não tinha nenhuma funcionalidade (além de pontuarem declarações).  O uso indiscriminado e excessivo em diversas postagens começou a atrair certa antipatia e críticas por conta de uma boa parte dos usuários.

O Instagram, rede social de fotos comprada pelo Facebook, pode ser considerado um dos grandes “responsáveis” por esse uso excessivo e a consequente antipatia.  No Twitter existe o limite de 140 caracteres, que limita naturalmente o número de hashtags, já no Instagram é possível utilizar “apenas” 30 hashtags na postagem.

O excesso de hashtag vem incomodando inclusive o Instagram, que não permite uma série de hashtags nas postagens.  Termos ofensivos ou extremamente genéricos estão banidos da rede.

“Paramos de prover feeds para algumas tags que eram muito genéricas e não agregavam valor suficiente ao usuário final”, explicou Mike Krieger, o cofundador do Instagram.

No Webstagram é possível conferir as Top 100 tags, onde sobressaem os termos menos específicos como: #love, #instagood #me #cute ou #follow.

O uso excessivo das hashtags inspirou o comediante Jimmy Fallon, que mostra que seria uma conversa pessoal abusando das hashtags.   No vídeo Jimmy Fallon conversa com Justin Timbelake.  O vídeo está em inglês, mas não fica menos irritante : )

PORQUE O FACEBOOK ADOTOU HASHTAG

O Facebook então se rendeu as hashtags e tornou a funcionalidade ativa, ativando também as hashtags utilizadas nas postagens originadas do Instagram.

Clicando em uma hashtag no Facebook, você será redirecionado a uma página com postagens relacionadas ao mesmo tema. Também é possível buscar por tags específicas.

 Hashtags são apenas o primeiro passo para ajudar as pessoas descobrirem mais facilmente o que outras estão dizendo sobre um tópico específico ou participar de conversas públicas. Nós continuaremos a implementar mais ferramentas ao longo das próximas semanas e meses, incluindo hashtags em alta e ‘hashtags profundas’, que ajudam pessoas a descobrirem um mundo de mais conversas”.  diz a rede social em comunicado.

O Trending Topics, que deve ser a próxima inovação no Facebook, trará a lista dos assuntos mais comentados no topo da timeline e, ao clicar em um termo, o usuário poderá observar como seus amigos e alguns desconhecidos estão falando sobre aquilo. Os testes da ferramenta já começaram, mas por enquanto apenas alguns usuários norte-americanos da versão para dispositivos móveis tem acesso.

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De acordo com o Facebook,  a companhia não está tentando se afastar da proposta original de conectar seus usuários com pessoas que conhecem, mas que os inscritos já a utilizam para expor suas opiniões sobre política, TV, celebridades e outros temas. A nova inciativa vai ajudar a rede social a “destravar e destacar as conversas sobre interesses mútuos que já estão acontecendo”, afirmou Justin Osofsky, um dos executivos do Facebook.

Essa nova forma de “conectar as conversas” pode trazer novas críticas para o Facebook, já que vai tornar os post públicos, muito mais públicos, digamos assim.  E a rede social já sobre com uma série de críticas em relação à privacidade.

De qualquer forma, essas mudanças no Facebook trazem um potencial imensurável já que a maior rede social do mundo conta com mais de 1 bilhão de usuários ativos, que compartilham um volume extraordinário de informações.

Só para citar um exemplo divulgado pelo Facebook, durante a exibição do  episódio “The Rains of Castamere” (3.09) da série Game Of Thrones, em que aconteceu o chocante “Red Wedding”, foram verificadas mais de 1,5 milhões de menções no Facebook, o que representa uma parcela significativa dos 5,2 milhões de pessoas que assistiram a primeira exibição.

Independente de discussões em relação à privacidade, a utilização de hashtags e trending topics deve estimular uma maior permanência do usuário no Facebook e dessa forma, mais suscetível à publicidade, além de permitirem novos formatos de anúncios dentro do Facebook (também inspirados no Twitter, claro).

 

PARTICIPANDO DAS CONVERSAS

Com o uso das hashtags as conversas podem ser acompanhadas de forma mais centralizadas e tem sua abrangência ampliada.  Essas possibilidades  tem atraído à atenção das marcas que estão buscando estreitar o relacionamento com seus públicos de interesse.

E a participação das marcas tem acontecido de diversas formas, seja na forma de mídia paga ou fazendo uso de hashtags “oficiais” nas mídias tradicionais.  Ou inovando mais ainda, como a campanha da Coca-Cola na Romênia que instiga os usuários da rede social a enviarem tweets sobre a campanha – que são simultaneamente transmitidos no comercial de TV.

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Outra possibilidade bastante usada, é  marcas participarem das conversas já existentes, pegando carona em hashtags populares.  Mas claro que ela deve participar agregando valor a conversa, sob pena de ser irrelevante ou pior, atrair a antipatia dos usuários.  A Fiat publicou um vídeo irreverente no Instagram com a hashtag #diadosexo que repercutiu positivamente nas redes sociais e na mídia.

 

HASHTAG DÁ RESULTADO NO FACEBOOK? 

A IInterativa realizou um estudo para verificar se o resultado positivo que as hashtags trazem para as postagens no Twitter se repetiria no Facebook:

“Assumiu-se que se as pessoas veriam algo que as interessasse em seus feeds e, a seguir, clicariam nas hashtags para descobrir mais sobre o assunto.  Porém, isso não tem acontecido”.

O estudo mostra que alguns posts com hashtag possuem menos alcance viral e menor engajamento que outros posts sem a hashtag (?).  Para tirar a dúvida, o estudo verificou postagens no Twitter, onde foi verificado o contrário: as hashtags aumentam a viralização das postagens.

E essa tal Hashtag? Entendendo o uso da hashtag como ferramenta de marketing digital (Marketing Digital )

Pessoalmente, eu fiquei muito surpreso com esse resultado.  Talvez seja questão de tempo para o usuário do Facebook fazer uso da nova funcionalidade.  Mas isso também só demonstra que cada rede social tem comportamentos diferentes, não basta apenas replicar o mesmo conteúdo nas diversas redes onde a marca tem presença.

 

 

TAGBOARD E HASHTAGFY #FICADICA

Já que estamos falando de hashtag, #ficaadica de duas interessantes ferramentas, o Tagboard  e Hashtagfy.

A primeira traz uma interface muito simples e funcional, o Tagboard permite monitorar uma hashtag em tempo real em diversas redes sociais, e de graça.

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Já a Hashtagfy centraliza seus resultados apenas no Twitter.  Apresenta os resultados de forma bastante visual com um gráfico com a “rede” de termos relacionados a hashtag pesquisada.  Além de outras funcionalidades interessantes, como os top influencers que estão participando da conversa.

E essa tal Hashtag? Entendendo o uso da hashtag como ferramenta de marketing digital (Marketing Digital )

Ambas podem ser usadsa para monitoramento de marca e campanha ou para curadoria de conteúdo.

 

CHOOSING A HASHTAG

E essa tal Hashtag? Entendendo o uso da hashtag como ferramenta de marketing digital (Marketing Digital )Mais um momento #ficaadica para finalizar o post: recentemente o Twitter publicou em seu blog o infográfico “How to choose a hashtag justamente para ajudar os profissionais de comunicação na hora de escolher uma hashtag para sua campanha. O infográfico criado por Oli Snoddy (@ olisnoddy), chefe de planejamento do Twitter traz importantes dicas.

Confiram a versão original do infográfico e também a versão traduzida pelo Intermídias.

 

SUPER BOWL

O Daniel Sollero escreveu recentemente sobre a importância de “Respeitar as hashtags”, onde ele destacou um fato interessante.     no Super Bowl 2014, pela primeira vez foram exibidos mais filmes com hashtags (44) do que com URLs (39).

Um fato interessante, mostrando que utilizar hashtag virou um hábito no mercado publicitário.  Porém Daniel ressalta que saber usar hashtags em campanhas é uma arte e poucos souberam usar até hoje. E isso em qualquer lugar no Brasil, no exterior, tanto faz.
 

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Bruno Trindade
Bruno Trindade
é profissional de marketing com sólida formação (Formado em Administração e MBAs em Marketing e Comunicação Corporativa) e com mais de 10 anos de experiência. Sempre atuando com marketing e planejamento em grandes empresas, desenvolvendo trabalhos que exigem conhecimentos em diversas disciplinas de marketing, entre elas: comunicação digital, pesquisa de mercado, marketing de relacionamento, endomarketing, desenvolvimento e lançamento de produtos, etc.

1 Comentário

  1. Lyo de Valois disse:

    Congratulações,

    Seu artigo e super completo e bem esclarecedor, gostaria, gostaria de poder usar em um artigo, se assim me autorizar.

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