There’s an app for that? Só no iPhone…
Aparentemente there’s an app for everything e isso é o bom do iPhone/iPod Touch. Será que estamos vendo a história se repetir, só que em dispositivos diferentes?
Aparentemente Steve Jobs andou aprendendo alguns truques com o chute cataclísmico que tomou nos anos 80 – mais
especificamente, quando a Microsoft desenvolveu um sistema operacional (com interface gráfica, grande diferencial do Mac na época) compatível com qualquer PC. Desde então o Windows ganhou espaço no mercado e uma das principais justificativas para isso (exceto o “hábito”, que não considerei aqui como válida) foi a quantidade de aplicativos que rodam no SO.
A Apple não mudou de idéia quanto à “ligação inviolável” entre software e hardware, mas parece que a quantidade de aplicativos existentes para suas plataformas realmente foi algo que a incomodou.
Com o iPhone OS a Apple se redimiu neste aspecto. Recentemente, a empresa anunciou que já foram criados e publicados na App Store mais de 100.000 títulos, consolidando a loja como a maior do ramo de aplicativos móveis. O blog MacMagazine publicou a seguinte afirmação, vinda de Philip Schiller, vice-presidente sênior de marketing mundial de produtos da Apple:
A App Store, agora com mais de 100.000 aplicativos disponíveis, é claramente o maior diferencial para milhões de consumidores do iPhone e do iPod touch em todo o mundo
É realmente muito engraçado perceber como fatos são maleáveis à interesses. Vamos recapitular um pouco: por que escolhemos um Mac? Deixando de lado critérios subjetivos (capital simbólico, modismo, entre outros), compramos um Mac porque ele just works – basicamente porque o software e o hardware são feitos “um para o outro”. Defensores do Windows constestam este argumento exaltando o sistema da Microsoft devido ao número de aplicativos desenvolvidos para ele; a resposta dos adeptos ao Mac é sempre algo como: “Não adianta ter inúmeros aplicativos se eles não funcionam”.
Então, vejamos se eu entendi bem: no caso do Windows, o número de aplicativos não é relevante, mas no caso do iPhone (quando posto lado-a-lado com tantos outros smarthphones no mercado), a quantidade de aplicativos é o seu maior diferencial?
Bem comôdo.
Na verdade a única vantagem do Windows são seus aplicativos. Mas eu não acho que isso justifique ficar com um sistema que não funciona de jeito nenhum. Tem 100 mil aplicativos para iPhone, só que a maioria não faz nada.
Usando oEu também não acho que justifique; mas se você mesmo, um usuário de Mac, apontou como uma “vantagem” é porque este argumento existe – por mais paradoxal que seja, eu concordo.
E quanto aos aplicativos de iPhone, sinceramente… ele são 100.000 hoje incluindo livros nazistas, tabelas do brasileirão, simulações de copos de cerveja, detectores de doenças respiratórias (financiado por Bill e Melinda Gates este), identificadores de choro de bebês… tenha paciência.
Eu gostaria de ter um iPhone, mas daria para contar nos dedos os aplicativos que estariam nele.
Usando o[...] ridículo/inútil do que algum que achei no dia anterior. Depois Philip Schiller ainda insiste em afimar que o número de aplicativos disponíveis para iPhone OS (colocamos aí o iPod touch, ok?) é o seu [...]
Ler não é o bastante, comente.
Quem escreve
Ian Castro é Gerente de Operações na Salve! Digital, agência especializada em comunicação digital, estratégia online e mídias sociais. O blog Intermídias é o reflexo da sua prática profissional com comunicação digital e mídias sociais, além dos estudos que desenvolve sobre as possibilidades que o ambiente digital traz a prática publicitária. [currículo completo]
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