Publicidade em Aplicativos Sociais
Bem, resolvi que era hora de entrar um pouco mais nas searas das mídias sociais e dar um tempo (bem breve) para o mundo mobile. Hoje vou falar um pouco sobre aplicativos sociais (ou melhor, vou evocar outros que talvez saibam fazê-lo melhor que eu).
Comecemos pelas preliminares: o que são (os tão falados) aplicativos sociais? Basicamente, são programas online feitos para serem “integrados” a redes sociais e disponibilizados para uso de seus usuários. A grande “sacada” destes aplicativos é utilizar as “macro-estruturas” das próprias redes, para oferecer pequenos serviços que ampliem a experiência do usuário nestas redes – serviços que geralmente são baseados na interatividade e no compartilhamento.
Agora vamos ao que interessa: como uso os aplicativos sociais para chegar ao meu target?
O formato mais comum de publicidade em aplicativos sociais é a exibição de banners. Porém, a criatividade dos publicitários não poderia ser limitada a meros banners; assim sendo, já pudemos testemunhar algumas apropriações bem particulares destes aplicativos. Duas delas foram as inserções de pokes especiais no BuddyPoke, o aplicativo mais popular do Orkut, para o lançamento do filme X-Men Origins: Wolverine e para a Bubbaloo. Também há aqueles aplicativos feitos exclusivamente para fins publicitários, como o BoltPoke. O BoltPoke foi um aplicativo feito para divulgar a animação Bolt – O Super Cão que oferecia a possibilidade dos usuários enviarem mensagens personalizadas com as personagens do filme – o aplicativo ainda foi mantido depois da retirada do filme dos cinemas, sendo utilizado para divulgação do DVD.

O Tarcízio Silva, em um estudo que fez para o Observatório de Publicidade em Tecnologias Digitais, analisou 25 aplicativos do Orkut (na época, os 25 mais populares) e traçou um panorama bem legal, que ainda foi complementado mais tarde:
Destaco que achei muito pertinente a forma que Tarcízio classificou as utilizações dos aplicativos sociais: enquanto mídia (um veículo para exibir anúncios), produto de uma marca (feito exclusivamente para divulgar um produto ou marca) e serviço web (que leva parte das funcionalidades de um serviço web já existente para uma rede social) – ele também coloca como uma espécie de “produto próprio”, que cria novas funcionalidades para as redes sociais, como o envio de presentes virtuais; mas este já não é um fim tão publicitário assim se não trazer consigo uma marca ou anúncio (e assim encaixando-se em alguma das classificações anteriores).
É isso. Tentarei trazer para o blog novidades sobre a utilização de aplicativos sociais na publicidade, mas para aqueles que gostariam de saber mais sobre eles (em geral, não apenas na publicidade), aconselho acessar o blog do Tarcízio Silva que escreve muito (mesmo) sobre o assunto.
Honrado pelas citações. Interessante ver conteúdo sobre aplicativos sociais em blogs bons. Infelizmente, o assunto só começou a ultrapassar o nicho de desenvolvedores e especialistas agora, com o boom dos jogos sociais do Facebook. Mas, como é normal com o jornalismo mainstream, tem sido escrita muita bobagem por aí. E praticamente nunca falam sobre o modelo dos aplicativos em si, muito menos de seus modelos de negócio.
É ótimo ver no Intermídias textos sobre o assunto! Continue o bom trabalho.
Usando o[...] é a gama de modelos alternativos de publicidade que ele permite. Seus recursos, em especial os aplicativos, constituem uma plataforma comercial muito interessante para marcas que desejam se tornar cada vez [...]
Ler não é o bastante, comente.
Quem escreve
Ian Castro é planner / redator de mídias digitais da agência Idéia 3 e graduando em Comunicação na Universidade Federal da Bahia. O blog Intermídias é o reflexo da sua prática profissional com comunicação digital e mídias sociais, além dos estudos que desenvolve sobre as possibilidades que o ambiente digital traz a prática publicitária. [perfil completo]
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