O diferencial do iPhone é a quantidade de Apps?
É incrível como todo dia eu consigo achar um app mais ridículo/inútil do que algum que achei no dia anterior. Depois Philip Schiller ainda insiste em afimar que o número de aplicativos disponíveis para iPhone OS (colocamos aí o iPod touch, ok?) é o seu maior diferencial.
A realidade me parece um pouco (ou bastante) diferente. Vocês já viram o Fit or Fugly? Se ainda não, deixem-me ter o (des)prazer de explicá-lo para vocês: o aplicativo é baseado em biometria, sua única função é medir as proporções do seu rosto (a partir de uma foto) e te classificar como bonito ou feio. Só isso. (Preço? US$1).
Logo quando vi a notícia no Gizmodo Brasil pensei: “bela jogada de marketing, deve ser um aplicativo de alguma empresa, alguma relacionada a estética (talvez a Dove? E seu conceito “aberto” de beleza).” Mas, para minha supresa, não era. O aplicativo foi desenvolvido por Ed Nash, um “garoto”de 19 anos, simplesmente para nada. Ou melhor, segundo ele pode ser usado para “quebrar o gelo em jantares” ou para chegar naquela gatinha quando você está sem papo; me perdoem, é realmente muito útil.
Eu poderia aceitar este app e ainda dizer que ele é (minimamente) válido se fosse publicitário (e estivesse atrelado a um bom conceito). Mas até os publicitários estão preocupados com uma característica fundamental (que este aplicativo não possui, nem resquícios): relevância.
Sinceramente, é este o diferencial do iPhone? Não creio.



Ler não é o bastante, comente.